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domingo, 8 de agosto de 2010
Acidente mata três jovens na saída para Três Lagoas
sábado, 7 de agosto de 2010
Acidentes causam lentidão nas rodovias Anhanguera e Anchieta em SP (Danuza Peixoto)
Uma carreta tombou no final da tarde deste sábado na altura do km 19 da rodovia Anhanguera, em São Paulo. e interditou a faixa direita da pista, no sentido interior. Ninguém ficou ferido.
Segundo informações da a concessionária Autoban, que administra o sistema Anhanguera-Bandeirantes, o acidente ocorreu por volta das 17h30. Por volta das 19h30, havia lentidão do km 15 ao km 19.
Com o acidente, o retorno do km 19 está interditado e o acesso está sendo feito pelo retorno do km 25.
Na Anchieta, um acidente com dois carros, na altura do km 12, que aconteceu por volta das 19h causa lentidão na chegada a São Paulo.
Segundo a Ecovias --concessionária que administra o sistema Anchieta-Imigrantes--, o movimento é normal em todos os trechos das duas rodovias que dão acesso ao litoral sul paulista. O tempo está bom no trecho do planalto, com neblina no trecho de serra e encoberto na baixada.
Na Baixada Santista, as rodovias Cônego Domênico Rangoni e Padre Manoel da Nóbrega também apresentam boas condições de tráfego.
No sistema Castello Branco-Raposo Tavares, administrado pela concessionária ViaOeste, o fluxo de veículos também é tranqüilo.
Segundo informações da a concessionária Autoban, que administra o sistema Anhanguera-Bandeirantes, o acidente ocorreu por volta das 17h30. Por volta das 19h30, havia lentidão do km 15 ao km 19.
Com o acidente, o retorno do km 19 está interditado e o acesso está sendo feito pelo retorno do km 25.
Na Anchieta, um acidente com dois carros, na altura do km 12, que aconteceu por volta das 19h causa lentidão na chegada a São Paulo.
Segundo a Ecovias --concessionária que administra o sistema Anchieta-Imigrantes--, o movimento é normal em todos os trechos das duas rodovias que dão acesso ao litoral sul paulista. O tempo está bom no trecho do planalto, com neblina no trecho de serra e encoberto na baixada.
Na Baixada Santista, as rodovias Cônego Domênico Rangoni e Padre Manoel da Nóbrega também apresentam boas condições de tráfego.
No sistema Castello Branco-Raposo Tavares, administrado pela concessionária ViaOeste, o fluxo de veículos também é tranqüilo.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Morte no trânsito da Capital será tratada como epidemia - Colaboração = Rudel Trindade -06/05/2010
A prefeitura de Campo Grande vai tratar a partir de agora como epidemia feito a dengue as mortes provocadas no trânsito da Capital, listada em dados federais como uma duas cinco cidades brasileiras onde mais pessoas morrem vítimas de acidentes.
Para conter a violência e mortalidade no trânsito, o município firmou hoje um acordo com a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), entidade internacional de saúde pública e Ministério da Saúde, que vão tocar aqui um projeto proposto pela OMS (Organização Mundial de Saúde). A ideia central do programa é debater ações educativas em escolas, empresas e nas ruas.
Além de Campo Grande, participam desse programa as capitais Palmas (TO), Teresina (TO), Curitiba (PR) e Belo Horizonte (MG), também tidas como as que possuem os trânsitos mais violentos do país.
Aqui na Capital, segundo dados registrados pelo Detran no ano passado, por semana, ao menos um pessoa morreu em acidentes trânsito. E esse índice macabro pode alcançar um número bem mais assustador: é que o estudo anota apenas a morte ocorrida no local do acidente. A pesquisa não leva em conta os casos em que a vítima é levada para o hospital, e ali, morre.
A coordenadora do programa, Marta Silva, do Ministério da Saúde, que esteve hoje em Campo Grande reunida com o prefeito da cidade, Nelsinho Trad (PMDB), disse que no Brasil 37 mil morrem por ano vítimas de acidentes de trânsito e o que o país gasta em torno de 2% do PIB (Produto Interno Bruto) com tratamentos de acidentados. Ela disse ainda que uma das primeiras etapas do projeto deva desenvolver ações educativas e preventivas com foco no controle de velocidade e relação álcool e direção.
“Vamos aderir ao projeto da OMS e estamos prontos para trabalhar. A Capital foi escolhida por ter um grande número de acidentes, mas também por ter ruas largas e ações de cidadania e educação no trânsito”, disse o prefeito da cidade.
Uma dos problemas que inflam os índices de mortalidade no trânsito da Capital tem a ver com o crescente aumento da frota de veículos. Em março passado, por exemplo, dois meses atrás, segundo dados do Detran, havia aqui 362.922 veículos registrados, isto é, uma média de dois carros para cada habitante. E o número de vias na cidade não acompanha a evolução da frota.
O projeto O Brasil foi selecionado pela Fundação Bloomberg (EUA) para o projeto mundial que visa a prevenção de lesões e mortes no trânsito até 2015. O Projeto Sobre Prevenção de Lesões e Mortes Provocadas no Trânsito e de Segurança Viária – Fundação Bloomberg terá recurso total de US$ 125 milhões, sendo que US$ 3 milhões serão destinados a ações em território brasileiro. A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) irá gerenciar o recurso no País e já recebeu U$S 380 mil do total.
Após o convite da Fundação, a comissão interministerial e membros da OPAS avaliaram as cidades brasileiras a receberem os recursos de acordo com diversos critérios, como população, regionalização, adesão política (interesse em desenvolver ações na área), sede ou proximidade com cidades sede de jogos da Copa do Mundo de 2014, obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal) e número de mortalidades em acidentes de trânsito.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
CNT/Sensus: para 47,1%, Dilma deve ganhar eleição
A pesquisa CNT/Sensus mostrou que 47,1% dos entrevistados acreditam que a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, ganhará a eleição deste ano. O diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, explicou que a expectativa de vitória também é um elemento de decisão para os eleitores. Para 30,3%, o candidato do PSDB, José Serra, é quem vai vencer, enquanto apenas 2,2% acreditam que Marina Silva (PV) vai assumir o posto no lugar de Luiz Inácio Lula da Silva após a apuração dos votos válidos.
A pesquisa foi divulgada hoje e mostra a candidata petista com 41,6% das intenções de voto, à frente de Serra (31,6%), Marina (8,5%) e dos presidenciáveis José Maria, do PSTU (1,9%), e Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL (1,7%). Na simulação de segundo turno, Dilma ganharia com 48,3% dos votos contra 36,6% de Serra. Já contra Marina Silva, ela venceria com 55,7%, contra 23,3% da candidata do PV.
A sondagem entrevistou duas mil pessoas em cinco regiões do País, em 136 municípios. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 21.411/10 em 29 de julho.
A pesquisa foi divulgada hoje e mostra a candidata petista com 41,6% das intenções de voto, à frente de Serra (31,6%), Marina (8,5%) e dos presidenciáveis José Maria, do PSTU (1,9%), e Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL (1,7%). Na simulação de segundo turno, Dilma ganharia com 48,3% dos votos contra 36,6% de Serra. Já contra Marina Silva, ela venceria com 55,7%, contra 23,3% da candidata do PV.
A sondagem entrevistou duas mil pessoas em cinco regiões do País, em 136 municípios. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 21.411/10 em 29 de julho.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Lula diz que mudou de nome e será Dilma na cédula de votação (Pastora Simone Paim)
Dilma Rousseff no palco.
Discurso. Na sua vez de falar, Dilma Rousseff leu o discurso preparado pela assessoria da campanha na íntegra, e não ousou improvisar. Antes de iniciar um novo tópico, Dilma abusou do slogan "Para o Brasil seguir mudando" e não poupou elogios aos êxitos do governo Lula do qual ela participou como ministra da
Casa Civil.
PT realizou Convenção Nacional para oficializar candidatura de ex-ministra à Presidência
Carol Pires / BRASÍLIA e Rodrigo Alvares / ENVIADO ESPECIAL - estadão.com.br
Tensão. Lula pediu 'tranquilidade' a Temer e Dilma, porque 'o bicho vai pegar'
BRASÍLIA- Para formalizar o nome de Dilma Rousseff como candidata à presidência, o PT fez uma festa para as mulheres e levantou como bandeira a eleição da primeira mulher presidente do Brasil. Foi assim que Dilma foi anunciada na Convenção Nacional do PT, neste domingo, 13, em Brasília, pelo presidente do PT, José Eduardo Dutra, pelo vice dela, deputado Michel Temer (PMDB), e por ela mesma. "Chegou a hora de uma mulher comandar o país!", bradou.
Veja também:
Especial: a pré-campanha da petista
Leia a íntegra do discurso de Dilma Rousseff
'Dilma, prepare-se. A candidata vai ser você!'
Veja a página especial da presidenciável
Confira como foi a cobertura em tempo real
O presidente Lula falou pouco antes de Dilma e levantou a bola da candidata. Disse que ela já estava como cara de presidente e escancarou a estratégia de tentar transformar a própria popularidade em votos para Dilma. Lula ressaltou que esta será a primeira eleição desde a redemocratização, mas que o nome dele estará na cédula de votação como Dilma. "Vai ficar um vazio nessa cédula e para que esse vazio seja preenchido eu mudei de nome e vou colocar Dilma lá na cédula", afirmou o presidente. O jingle que tocava no auditório, seguia o mesmo tom. "Lula tá com ela, eu também tô, veja como o Brasil já mudou".
Lula e o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, dirigiram críticas aos adversários. Sem citar o nome de José Serra, candidato do PSDB a presidente, Lula pediu que a oposição faça uma campanha de alto nível. "E não façam jogo rasteiro inventando dossiê todo dia", disse, fazendo referência a reportagens recentes que revelaram que integrantes da campanha estariam investigando ilegalmente integrantes da cúpula do PSDB.
Lula pediu "tranquilidade" a Temer e Dilma, porque "o bicho vai pegar" nos próximos três meses que antecedem a eleição. "Tenho certeza que muita gente que aparece com cara de anjo na TV, faz o que fez comigo em 2006?, diz o presidente, em alusão ao episódio dos aloprados.
Dutra rebateu discurso de José Serra no lançamento da candidatura dele, ontem, em Salvador, quando disse que com o governo tucano "o povo brasileiro não teria surpresas". "Realmente o povo brasileiro não teria surpresas porque já conhece o fracasso do governo que ele participou", rebateu o presidente do PT. "O governo que ele participou provocou um apagão de 11 meses no Brasil".
Mulheres. A maioria dos cerca de 1,5 mil convidados era mulher na Convenção Nacional do PT. A organização da campanha distribuiu centenas de bandeiras roxas com a inscrição "A vez e a voz das mulheres" para os militantes empunharem. A mestre de cerimônias dava as palavras de ordem, e todas repetiam: "Brasil, Brasil é das trabalhadoras"."Vocês estão demonstrando que 100 mulheres são capazes de fazer mais barulho que mil homens", observou Lula às mulheres ao pegar o microfone.
O Hino Nacional foi cantado pelo grupo Samba de Rainha, formado só por mulheres, e a cantora Virgínia Rodrigues. Ao final da apresentação, Virgínia fez uma narração de um vídeo que mostrava o nome de mulheres idolatradas no Brasil, como Anita Garibaldi, Princesa Isabel, Chiquinha Gonzaga, Pagu e Clarice Lispector. Maria da Penha, que inspirou a criação da lei de combate à violência doméstica acompanhou
A candidata falou da importância dos investimentos em educação, saúde, inclusão digital e segurança. Como promessa de campanha, disse que vai erradicar a miséria nos próximos anos. "Vamos transitar de país emergente para país desenvolvido no qual a população desfruta de serviços públicos adequados, educação de qualidade e bons empregos. Esta é a missão que o PT e os partidos aliados colocam em minhas mãos".
Discurso. Na sua vez de falar, Dilma Rousseff leu o discurso preparado pela assessoria da campanha na íntegra, e não ousou improvisar. Antes de iniciar um novo tópico, Dilma abusou do slogan "Para o Brasil seguir mudando" e não poupou elogios aos êxitos do governo Lula do qual ela participou como ministra da
Casa Civil.
PT realizou Convenção Nacional para oficializar candidatura de ex-ministra à Presidência
Carol Pires / BRASÍLIA e Rodrigo Alvares / ENVIADO ESPECIAL - estadão.com.br
Tensão. Lula pediu 'tranquilidade' a Temer e Dilma, porque 'o bicho vai pegar'
BRASÍLIA- Para formalizar o nome de Dilma Rousseff como candidata à presidência, o PT fez uma festa para as mulheres e levantou como bandeira a eleição da primeira mulher presidente do Brasil. Foi assim que Dilma foi anunciada na Convenção Nacional do PT, neste domingo, 13, em Brasília, pelo presidente do PT, José Eduardo Dutra, pelo vice dela, deputado Michel Temer (PMDB), e por ela mesma. "Chegou a hora de uma mulher comandar o país!", bradou.
Veja também:
Especial: a pré-campanha da petista
Leia a íntegra do discurso de Dilma Rousseff
'Dilma, prepare-se. A candidata vai ser você!'
Veja a página especial da presidenciável
Confira como foi a cobertura em tempo real
O presidente Lula falou pouco antes de Dilma e levantou a bola da candidata. Disse que ela já estava como cara de presidente e escancarou a estratégia de tentar transformar a própria popularidade em votos para Dilma. Lula ressaltou que esta será a primeira eleição desde a redemocratização, mas que o nome dele estará na cédula de votação como Dilma. "Vai ficar um vazio nessa cédula e para que esse vazio seja preenchido eu mudei de nome e vou colocar Dilma lá na cédula", afirmou o presidente. O jingle que tocava no auditório, seguia o mesmo tom. "Lula tá com ela, eu também tô, veja como o Brasil já mudou".
Lula e o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, dirigiram críticas aos adversários. Sem citar o nome de José Serra, candidato do PSDB a presidente, Lula pediu que a oposição faça uma campanha de alto nível. "E não façam jogo rasteiro inventando dossiê todo dia", disse, fazendo referência a reportagens recentes que revelaram que integrantes da campanha estariam investigando ilegalmente integrantes da cúpula do PSDB.
Lula pediu "tranquilidade" a Temer e Dilma, porque "o bicho vai pegar" nos próximos três meses que antecedem a eleição. "Tenho certeza que muita gente que aparece com cara de anjo na TV, faz o que fez comigo em 2006?, diz o presidente, em alusão ao episódio dos aloprados.
Dutra rebateu discurso de José Serra no lançamento da candidatura dele, ontem, em Salvador, quando disse que com o governo tucano "o povo brasileiro não teria surpresas". "Realmente o povo brasileiro não teria surpresas porque já conhece o fracasso do governo que ele participou", rebateu o presidente do PT. "O governo que ele participou provocou um apagão de 11 meses no Brasil".
Mulheres. A maioria dos cerca de 1,5 mil convidados era mulher na Convenção Nacional do PT. A organização da campanha distribuiu centenas de bandeiras roxas com a inscrição "A vez e a voz das mulheres" para os militantes empunharem. A mestre de cerimônias dava as palavras de ordem, e todas repetiam: "Brasil, Brasil é das trabalhadoras"."Vocês estão demonstrando que 100 mulheres são capazes de fazer mais barulho que mil homens", observou Lula às mulheres ao pegar o microfone.
O Hino Nacional foi cantado pelo grupo Samba de Rainha, formado só por mulheres, e a cantora Virgínia Rodrigues. Ao final da apresentação, Virgínia fez uma narração de um vídeo que mostrava o nome de mulheres idolatradas no Brasil, como Anita Garibaldi, Princesa Isabel, Chiquinha Gonzaga, Pagu e Clarice Lispector. Maria da Penha, que inspirou a criação da lei de combate à violência doméstica acompanhou
A candidata falou da importância dos investimentos em educação, saúde, inclusão digital e segurança. Como promessa de campanha, disse que vai erradicar a miséria nos próximos anos. "Vamos transitar de país emergente para país desenvolvido no qual a população desfruta de serviços públicos adequados, educação de qualidade e bons empregos. Esta é a missão que o PT e os partidos aliados colocam em minhas mãos".
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Parentes de vítimas discutem PL que torna código de trânsito mais rigoroso
25-Jan-2008
A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, por requerimento do deputado Beto Albuquerque, presidente da Frente do Trânsito Seguro, debateu no dia 21 de novembro de 2007 mudanças no Código de Trânsito Brasileiro, em audiência pública, com a presença de familiares de vítimas de acidentes no Distrito Federal, que apoiaram a iniciativa.
A questão do homicídio doloso de trânsito ganhou destaque em Brasília este ano, em razão de um acidente ocorrido no início de outubro, na Ponte JK. Na tragédia, três mulheres foram mortas. O responsável pela tragédia, o professor de Educação Física Paulo César Timponi, 49 anos, responde na Justiça por dirigir alcoolizado, sob efeito de drogas, e por estar participando de um ‘racha’ antes de atingir o Toyota Corolla, dirigido por Luiz Cláudio de Vasconcelos, 49. A mulher de Vasconcelos, a cunhada, e uma amiga do casal foram arremessadas para fora do veículo e morreram na hora.
A polícia indiciou Timponi por homicídio doloso. O caso está em fase de oitivas no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). Nesta terça-feira, resultado de perícia da Polícia Civil apontou que ele estava a 130 km/h.
O Código Penal do Brasil já prevê a existência de dolo eventual – que é quando são assumidos todos os riscos de se ferir ou matar alguém. Pelo CTB, entretanto, aprovado em 1997, os homicídios de trânsito são, por definição, culposos. A iniciativa de julgar crimes de trânsito segundo o Código Penal é relativamente recente e depende da interpretação dos juízes. A punição para homicídio culposo de trânsito é de 2 a 4 anos de detenção, sempre com a possibilidade de cumprimento de penas alternativas. Já para homicídio doloso, a lei prevê pena de 12 a 30 anos de reclusão.
Punição exemplar
A sugestão de modificação no Código de Trânsito não é unanimidade. O juiz da 1ª Vara de Delitos de Trânsito do TJDFT, Gilberto de Oliveira, esteve na audiência pública e colocou-se contra a iniciativa. “É muito difícil transformar o crime culposo em doloso. Não se pode só por vontade política, pelo clamor da sociedade, ferir a questão jurídico-científica”, afirmou. Para ele, a transformação do homicídio de trânsito em doloso pode “abrir um precedente perigoso” e a questão deve ser analisada com cuidado. Oliveira defendeu medidas educativas de trânsito.
O diretor do Departamento de Trânsito do DF (Detran), Délio Cardoso, discordou da posição do juiz. “A melhor campanha de trânsito que podemos fazer hoje é a da punição exemplar. Temos feito educação de trânsito permanente, mas acreditamos que a certeza da punição reduzirá drasticamente as mortes no tráfego. As pessoas vão pensar duas vezes antes de dirigirem alcoolizadas, fazerem ‘pegas’”, opinou. O promotor do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Andrelino Bento, reforçou a defesa das alterações no CTB. “Os infratores de trânsito não estão se sentindo freados pelo Estado”, disse.
Famílias
Os parentes de vítimas presentes à audiência pública na Câmara dos Deputados esta manhã foram Luiz Cláudio de Vasconcelos, 49; Pérsio e Maria Elizabeth Davison, 49, e Carlos Augusto Teixeira Filho, 59. Luiz Cláudio é marido de Antônia Maria de Vasconcelos, uma das vítimas do acidente na Ponte JK este ano. Pérsio e Elizabeth são pais do biólogo Pedro Davison, 25, atropelado em 2006 enquanto andava de bicicleta na faixa central do Eixão. Carlos Augusto é pai do advogado Francisco Augusto Nora Teixeira, 29, morto no primeiro acidente fatal da Ponte JK, em 2004.
Luiz Cláudio de Vasconcelos comentou a perícia da Polícia Civil, que revelou que o carro que o atingiu na Ponte JK estava a 130 km/h. “Isso só confirma o que eu disse em meu depoimento, que ele estava em alta velocidade”, declarou. O marido de Antônia de Vasconcelos também considerou “altamente frágil” a estratégia de defesa de Paulo César Timponi. Os advogados do réu declararam, ontem, que a estrutura da ponte onde ocorreu o acidente é defeituosa, e que falta uma mureta de contenção. “O problema não é a ponte ter muro ou não, é que ele matou a minha mulher. Se ele estivesse a 80 km/h, isso não teria ocorrido”, afirmou.
A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, por requerimento do deputado Beto Albuquerque, presidente da Frente do Trânsito Seguro, debateu no dia 21 de novembro de 2007 mudanças no Código de Trânsito Brasileiro, em audiência pública, com a presença de familiares de vítimas de acidentes no Distrito Federal, que apoiaram a iniciativa.
A questão do homicídio doloso de trânsito ganhou destaque em Brasília este ano, em razão de um acidente ocorrido no início de outubro, na Ponte JK. Na tragédia, três mulheres foram mortas. O responsável pela tragédia, o professor de Educação Física Paulo César Timponi, 49 anos, responde na Justiça por dirigir alcoolizado, sob efeito de drogas, e por estar participando de um ‘racha’ antes de atingir o Toyota Corolla, dirigido por Luiz Cláudio de Vasconcelos, 49. A mulher de Vasconcelos, a cunhada, e uma amiga do casal foram arremessadas para fora do veículo e morreram na hora.
A polícia indiciou Timponi por homicídio doloso. O caso está em fase de oitivas no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). Nesta terça-feira, resultado de perícia da Polícia Civil apontou que ele estava a 130 km/h.
O Código Penal do Brasil já prevê a existência de dolo eventual – que é quando são assumidos todos os riscos de se ferir ou matar alguém. Pelo CTB, entretanto, aprovado em 1997, os homicídios de trânsito são, por definição, culposos. A iniciativa de julgar crimes de trânsito segundo o Código Penal é relativamente recente e depende da interpretação dos juízes. A punição para homicídio culposo de trânsito é de 2 a 4 anos de detenção, sempre com a possibilidade de cumprimento de penas alternativas. Já para homicídio doloso, a lei prevê pena de 12 a 30 anos de reclusão.
Punição exemplar
A sugestão de modificação no Código de Trânsito não é unanimidade. O juiz da 1ª Vara de Delitos de Trânsito do TJDFT, Gilberto de Oliveira, esteve na audiência pública e colocou-se contra a iniciativa. “É muito difícil transformar o crime culposo em doloso. Não se pode só por vontade política, pelo clamor da sociedade, ferir a questão jurídico-científica”, afirmou. Para ele, a transformação do homicídio de trânsito em doloso pode “abrir um precedente perigoso” e a questão deve ser analisada com cuidado. Oliveira defendeu medidas educativas de trânsito.
O diretor do Departamento de Trânsito do DF (Detran), Délio Cardoso, discordou da posição do juiz. “A melhor campanha de trânsito que podemos fazer hoje é a da punição exemplar. Temos feito educação de trânsito permanente, mas acreditamos que a certeza da punição reduzirá drasticamente as mortes no tráfego. As pessoas vão pensar duas vezes antes de dirigirem alcoolizadas, fazerem ‘pegas’”, opinou. O promotor do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Andrelino Bento, reforçou a defesa das alterações no CTB. “Os infratores de trânsito não estão se sentindo freados pelo Estado”, disse.
Famílias
Os parentes de vítimas presentes à audiência pública na Câmara dos Deputados esta manhã foram Luiz Cláudio de Vasconcelos, 49; Pérsio e Maria Elizabeth Davison, 49, e Carlos Augusto Teixeira Filho, 59. Luiz Cláudio é marido de Antônia Maria de Vasconcelos, uma das vítimas do acidente na Ponte JK este ano. Pérsio e Elizabeth são pais do biólogo Pedro Davison, 25, atropelado em 2006 enquanto andava de bicicleta na faixa central do Eixão. Carlos Augusto é pai do advogado Francisco Augusto Nora Teixeira, 29, morto no primeiro acidente fatal da Ponte JK, em 2004.
Luiz Cláudio de Vasconcelos comentou a perícia da Polícia Civil, que revelou que o carro que o atingiu na Ponte JK estava a 130 km/h. “Isso só confirma o que eu disse em meu depoimento, que ele estava em alta velocidade”, declarou. O marido de Antônia de Vasconcelos também considerou “altamente frágil” a estratégia de defesa de Paulo César Timponi. Os advogados do réu declararam, ontem, que a estrutura da ponte onde ocorreu o acidente é defeituosa, e que falta uma mureta de contenção. “O problema não é a ponte ter muro ou não, é que ele matou a minha mulher. Se ele estivesse a 80 km/h, isso não teria ocorrido”, afirmou.
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